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Esporte e solidariedade

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By on nov 11, 2019 in Esportes, Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Ações sociais durante os jogos internos mobilizam alunos e ensinam o valor da empatia

O dicionário define solidariedade como um sentimento de identificação com os problemas dos outros, o que leva as pessoas a se ajudarem mutuamente. Há alguns anos, o Contato Maceió decidiu iniciar um projeto para incentivar os alunos a fazerem parte desse movimento. Unindo esportes e ações sociais voluntárias, eles passaram a aprender e propagar valores importantes para a formação do ser humano, como a empatia, por exemplo.

Durante a realização dos jogos internos, além de participar das atividades esportivas em si, para vencer as competições os estudantes também tiveram que cumprir algumas metas. Entre elas, arrecadar alimentos e organizar uma ação solidária com impacto coletivo. Cada uma dessas etapas valia pontos para determinar quais seriam as turmas vencedoras. “Assim conseguimos estimular a criação artística e também exercitamos a responsabilidade social”, revelou Beto Brito, professor de literatura e coordenador de eventos.

Faz parte da tradição da escola atrelar aos jogos internos atividades de cunho social, que acontecem desde 2007, mas havia a necessidade de envolver mais os alunos. “Eles já arrecadavam alimentos a fim de efetuar doações para diferentes instituições. Sempre foram convidados a acompanhar essas doações, mas a adesão nunca foi muito grande. Por isso resolvemos propor algo diferente neste ano, incentivando a prática de ações sociais junto a grupos que eles mesmos escolheram, causando um impacto na comunidade. Além de ampliar os públicos, passamos uma mensagem humanitária aos alunos”, destacou a professora de português Daris Rocha.

SUCESSO DE ARRECADAÇÃO

A nova estratégia surtiu efeito e os alunos Contato fizeram bonito! Nos jogos internos deste ano foram realizadas 25 ações de solidariedade, que arrecadaram um total de 2583 peças de roupas em bom estado e mais de 6,7 toneladas de alimentos.

Cada turma escolheu uma instituição, um espaço, uma ação a ser executada. Alguns grupos escolheram lares de adoção de crianças, outros se deslocaram até comunidades carentes, alguns foram recolher lixo na praia, outros foram até instituições que abrigam animais abandonados. Pais e professores também se engajaram nas ações. A depender do local visitado, os alunos escolhiam as atividades a serem realizadas: cuidaram dos animais, brincaram com crianças carentes, recolheram lixo na orla, fizeram campanhas nas ruas em prol da segurança no trânsito, entre outras atividades.

“Foi um dos momentos mais bonitos que vivi aqui na escola. O esporte, por si só, já é agregador: une pessoas, envolve as famílias, ajuda os alunos a desenvolverem noções relacionadas à convivência em grupo e ao respeito ao outro. Associar o esporte às ações sociais, sem dúvida, potencializa todas essas questões. Assisti alunos empenhados, pais envolvidos, comentários posteriores em sala de aula sobre como foi importante conhecer outra realidade, ajudar, abraçar, acolher”, contou Daris, que leciona no Contato há dez anos.

CHORO E DIVERSÃO

Foi a primeira vez que a aluna do 7º ano, Marcela Ikeda, teve um contato tão próximo com a realidade de crianças carentes. Sua turma elegeu um projeto no bairro Vergel do Lago para desenvolver a ação social, que incluiu lanches, brincadeiras, presentes, sorteios, música e dança. “Foi um choque para mim. Encontramos uma situação totalmente nova. As criancinhas eram muito carentes mesmo, algumas tinham a higiene bastante precária e vários machucados na pele”, descreveu.

Um momento marcante para Marcela aconteceu quando uma das meninas acolhidas revelou seus sonhos. “Era seu aniversário de sete anos e, por isso, fizemos uma festinha com parabéns durante aquela manhã. Ela adorou, ficou super alegre e nos contou que tinha três sonhos na vida: ser modelo, ter uma bicicleta e poder estudar”.

Também foi difícil para Maria de Lourdes de Melo, aluna do 7º ano, segurar a emoção. Ela já participa de atividades solidárias promovidas pela igreja da qual faz parte semanalmente e achou a experiência com os colegas de turma um grande aprendizado. “A sensação de ajudar alguém é muito boa. Chorei e me emocionei, estava ao mesmo tempo triste e feliz, porque percebemos que temos tanto, enquanto outras crianças têm tão pouco. Coisas pequenas para nós podem ser importantes para outros. Aprendemos a dar mais valor às nossas oportunidades”, refletiu.

ENVOLVIMENTO

A iniciativa do colégio permitiu que, além dos conteúdos escolares, os alunos tivessem a oportunidade de aprender com a diversidade, implicando-se no acolhimento do outro, reafirmando o respeito por todos, seja na periferia, na praia, no trânsito ou no cuidado aos animais. “Foi bonito vê-los interagindo com pessoas de realidades tão diferentes, sem amarras, sem preconceitos, de coração aberto. Os pais também se envolveram, alguns, inclusive, se comprometeram a voltar aos locais visitados em momentos posteriores, dando continuidade às ações realizadas. O resultado foi muito gratificante!”, salientou Daris. “Eles vivem muito distantes da realidade de quem eles ajudaram. Sempre registramos em vídeo e o impacto é visível”, acrescentou Beto.

Para a aluna do 7º ano, Larissa Melo, o ‘empurrão” da escola para que eles desenvolvessem as ações foi fundamental. “Me senti lisonjeada e feliz porque ajudamos quem precisava e as crianças se divertiram muito. O colégio vem cada vez mais ensinando valores essenciais para a nossa vida. Pudemos conhecer novas perspectivas e nossa turma ficou mais unida por causa da organização. Fizemos tudo juntos. Foi uma experiência maravilhosa, tanto para eles como para nós”, refletiu.

Aprovação sem fronteiras

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By on set 7, 2019 in Enem, Geral, Vestibular | 0 comments

De olho em universidades fora de Alagoas, alunos recebem preparação personalizada para o vestibular

Material didático específico, aulas extras, preparação antecipada, revisão personalizada, acompanhamento e apoio logístico para viagens. Esses são apenas alguns dos diferenciais que o Contato oferece aos alunos que pretendem somar ao Enem outras provas de vestibular fora de Alagoas. A cada ano, mais estudantes decidem tentar a aprovação em instituições longe do estado ou buscam um curso ainda não ofertado na região.

Essa é uma decisão apoiada pelo colégio, levando-se em consideração as diversas universidades reconhecidas pela excelência no Brasil. “Nós sempre incentivamos nossos alunos a irem além do Enem, mas vale destacar que, antes de dar esse apoio, nós checamos se a universidade realmente vale a pena. Sendo uma boa oportunidade, nós estudamos o programa para preparar o aluno da melhor maneira”, afirmou o diretor Ernesto Stadtler.

Esse é o caso de Pedro Lana, aluno do 3º ano, que pretende cursar medicina e está se preparando para o vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Pernambuco (UPE), entre outras. “Escolhi medicina por me identificar mais com as matérias de biologia e química durante o Ensino Médio, disciplinas que são base para o curso. Sinto que o Contato busca fornecer as melhores oportunidades para ajudar o aluno nessa etapa da vida escolar. O colégio proporciona uma ótima equipe de professores que estimula o aluno e que está sempre à disposição para tirar dúvidas, além do material didático excelente. Também destaco as atividades extracurriculares, como aulões, oficinas de redação, passeios históricos e aulas de laboratório, que incentivam o aluno a estudar”, contou.

A preparação para esses vestibulares acontece de forma paralela à preparação geral direcionada ao Enem. O Contato tem uma turma específica dedicada a certos cursos durante o ano e uma preparação personalizada para a UPE. Como lá o vestibular é seriado, ou seja, tem provas durante os três anos do Ensino Médio, os alunos têm um curso diferenciado. A partir do 1º até o 2º ano, são oferecidas aulas mensais durante oito meses no período noturno. “No final fazemos uma revisão, que chamamos de Previsão, no final de semana. Para os outros vestibulares também temos turmas especiais. Todo conteúdo que não é do Enem, nós vemos fora da sala de aula regular”, explicou Stadtler.

O ex-aluno Contato e atual estudante de medicina João Victor Omena passou nos vestibulares da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e UFAL, tendo optado por esta última. “O colégio me possibilitou acesso a olimpíadas desde cedo e aulas aprofundadas. Esse acesso ‘precoce’ foi de suma importância para o meu desenvolvimento como aluno e pessoa, me deu senso de responsabilidade e estudo”, destacou.

Sua preparação incluiu um cronograma de estudos seguido com disciplina e alguns momentos de lazer. “Você tem que ter foco, ritmo e estar ciente das suas dificuldades. Digamos que eu tinha dificuldade em redação, então eu fazia duas por semana e tentava não repetir os erros. É preciso saber em que áreas você está deficiente para se aperfeiçoar. Não dá para dar um passo maior que a perna. Pode demorar, mas você precisa começar e tentar nivelar o aprendizado das matérias. O mais importante é saber identificar sua situação, no que você precisa empenhar mais tempo e dedicação”, ensinou.

ROTINA

Visto que iniciou a preparação para o vestibular no 1º ano, a rotina de Pedro mudou pouco. “Para mim, o que mais mudou foi a quantidade de vestibulares que irei prestar no final do ano. Durante a semana, tenho aulas no Contato pela parte da manhã e, à tarde, costumo ter algumas aulas extras, como aulas preparatórias para o vestibular da UPE e oficinas de redação. À noite, estudo em casa. Geralmente, nos finais de semana, realizo alguns simulados para treinar aspectos ligados ao vestibular, como tempo de prova e modelo de questões”, disse.

PERSPECTIVAS

O colégio está com os alunos até o final, a equipe inteira de professores está presente nos locais de provas nos dois dias de Enem para que eles saibam que não estão sozinhos em nenhum momento.

“As expectativas sempre são as melhores possíveis. Já iniciamos desde o 1º ano nesse ritmo de Enem e, no 3º ano eles fazem oito simulados durante o período letivo. A preparação é total, tudo que podemos oferecer ao aluno, nós oferecemos”, concluiu o diretor.

Aula de diplomacia

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By on jul 29, 2019 in Geral | 0 comments

Contato é o primeiro colégio do Nordeste a ter alunos na maior simulação das Nações Unidas realizada na América Latina

edição do PoliONU!” Com trajes formais, em um auditório lotado por mais de quinhentos estudantes de todo o Brasil, cinco alunos do Contato participaram de um momento histórico. Pela primeira vez, um colégio do Nordeste esteve na maior simulação estudantil da Organização das Nações Unidas (ONU) na América Latina. O evento aconteceu no Colégio Poliedro durante o feriado de Corpus Christi, em junho, na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo.

No PoliONU, estudantes do Ensino Médio selecionados participam de debates e atividades nas quais fazem o papel de verdadeiros diplomatas. O objetivo é simular as negociações executadas na ONU, encontrando soluções para diversos problemas mundiais, como pobreza, desemprego, degradação ambiental, criminalidade, migração e tráfico de drogas – que podem ser mais facilmente combatidos por meio da cooperação internacional.

A simulação ainda pretende proporcionar uma visão mais ampla da sociedade e que, além de crescimento individual, pessoal, acadêmico e profissional, influencie ações e ideias capazes de mudar a realidade do planeta em que vivemos.

“No começo eu não sabia o que esperar, como as pessoas iriam se comportar conosco. Era a primeira vez que o Contato ia indo e tínhamos a responsabilidade de representar não apenas o colégio, mas todo o Nordeste. Precisávamos mostrar nossa riqueza intelectual”, contou Isabela Ávila, aluna do 1º ano que representou o país Camarões e integrou o comitê SOCHUM, relacionado a temas sociais, humanitários e culturais. “Fomos muito bem recebidos!”, acrescentou.

Os quatro dias de debates eram mediados por uma mesa diretora composta por estudantes mais experientes. Desde o fuso horário até a forma de tratamento entre os participantes e as vestimentas formais, placas de identificação e bandeiras, tudo é planejado para parecer uma conferência oficial da ONU.

Felipe Vergetti, aluno do 2º ano, era o senhor delegado espanhol. “Representei a Espanha no comitê da FIFA, meu tema eram as ações sociais envolvendo a copa do mundo. Fora dos debates formais, sem a interferência da mesa, podíamos conversar mais à vontade e chegar a conclusões rapidamente. Por isso, na maior parte do tempo a gente falava sobre a problemática de cada comitê. Essa foi a primeira vez que tive a oportunidade de expor minhas ideias para tanta gente. Foi enriquecedor “, afirmou.

A experiência de interagir com um grande público também foi novidade para a aluna do 1º ano Rhayna Casado. Delegada da Tailândia, ela integrou o comitê ONU Mulheres. “Falei em público para quarenta pessoas desconhecidas, algo que eu nunca tinha feito, e o meu tema era violação dos direitos humanos na indústria do sexo. Além da parte acadêmica, o evento me engrandeceu muito como pessoa, porque viajei sem meus pais, fiz amizades e aprendi de uma maneira nova. Pude entender o lado do outro e descobrir uma problemática que muitas vezes é apagada da sociedade. São assuntos relevantes, que muita gente desconhece”, pontuou.

Segundo o professor de sociologia, Deividy Carlos, o evento também trata de temas por vezes não comentados em sala de aula. “Além disso, desperta o senso crítico e a ação prática para resolução de conflitos”. O docente acompanhou os alunos até São José.

Miguel Brandão, do 2° ano, foi o representante dos Estados Unidos da América na Conferência das Partes (COP). “Debatemos, principalmente, a questão ambiental na Ásia, como lidar com os resíduos tóxicos no ar e na água. Desse modo o comitê tinha que gerar soluções de várias formas, desde acordos entre países até doação de tecnologia de saneamento básico”, explicou.

Para ele, a viagem foi surpreendente. “Foi incrível viajar com amigos e conhecer tantas pessoas sensacionais em São Paulo. Mas o mais impressionante foi o PoliONU em si, a organização da simulação e o tamanho do evento foram algo que eu nunca vi antes, tudo excedeu minhas expectativas. Cada discussão e tópico debatido era muito divertido (mesmo com toda a seriedade do evento) e a experiência como um todo vai ser algo que vou levar para a vida”, concluiu.

CERTIFICADO

Ao final das atividades, os alunos receberam um certificado oficial de participação. Para aqueles que já pensam em seguir a carreira diplomática, o reconhecimento pode ser bastante relevante para o currículo. É o caso da aluna Aline Costa, do 1º ano, que está de olho nas oportunidades futuras. “Vai ser importante para meu currículo, porque é um evento reconhecido pela ONU e quero fazer relações internacionais. Também aprendi a me impor, a discutir sem brigar, usando argumentos. Melhorei, inclusive, minha dicção”, comentou. Aline representou a Turquia no comitê da COP, abordando temáticas sobre o meio ambiente.

Isabela, delegada de Camarões, também pensa em seguir na área. “Planejo fazer direito para posteriormente talvez tentar o Instituto Rio Branco, seguir a carreira diplomática. Se essa ideia permanecer, o certificado será muito útil. Caso não, eu o levarei com muito orgulho para mostrar a experiência maravilhosa que vivi nestes quatro dias”.

PREPARAÇÃO

Para ajudar a preparar os alunos, o Contato disponibilizou salas em horários especiais, computadores e deu suporte na compra das passagens. Eles também foram orientados pelo professor de sociologia e guiaram os estudos por um documento encaminhado pelo próprio Poliedro. “Se tem uma palavra que pode resumir isso é gratidão, pois é uma escola que está proporcionando outras experiências, além do ensino clássico. O colégio cobra muito de nós, mas ao mesmo tempo acredita na gente”, resumiu Isabela. O Contato já planeja realizar as próprias simulações a partir do 9º ano, assim a preparação será ainda mais eficiente. “Um professor do Poliedro de Campinas virá a Maceió prestar consultoria para que nós consigamos executar uma simulação interna. A expectativa é muito grande para que isso aconteça”, finalizou Deividy.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

Expedições Pedagógicas

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By on jun 3, 2019 in Projetos pedagógicos | 0 comments

Estudantes visitam cidades que foram palco de eventos históricos

Às margens do Rio São Francisco, com as solas dos tênis levemente molhadas, eles puderam apreciar o horizonte e compreender um pouco a grandeza do Velho Chico. Olhando nos olhos dos ribeirinhos e escutando seus relatos com atenção, conseguiram entender o que pensam e sentem os primeiros afetados pelas mudanças ambientais. Vivenciar a história e a cultura do Brasil é um dos objetivos do projeto Expedições Pedagógicas, iniciativa do Contato Maceió que leva estudantes para importantes cidades da região Nordeste.

A ideia é que eles absorvam de forma mais intensa o conhecimento transmitido em sala de aula. Antes de cada expedição, os alunos já estudaram bastante sobre o que irão ver durante a viagem. E a proposta pedagógica abrange todos os detalhes do percurso, desde o caminho na estrada, quando o professor apresenta diferentes vegetações, como a caatinga, até a chegada aos destinos finais.

“Nossa expedições são momentos de sair da teoria e ver na prática”, resume Mauricéa Nascimento, coordenadora dos projetos pedagógicos do Ensino Fundamental. Segundo a educadora, conseguir chamar a atenção dos alunos adolescentes requer muita habilidade. “A função do mediador — o professor — é despertar o prazer pelo conhecimento dentro deles”.

CIRCUITOS

As maiores expedições levam os alunos dos 7ºs anos para as cidades de Recife e Olinda, em Pernambuco, enquanto os alunos do 8ºs anos fazem o circuito Delmiro Gouveia, Piranhas e Paulo Afonso, percorrendo os Estados de Alagoas e Bahia.

Em território alagoano, o principal contexto é a revolução industrial. “Começamos em Delmiro, onde visitamos o museu, e depois seguimos para a usina hidrelétrica de Paulo Afonso. Explico quem foi Delmiro Gouveia, seu viés empreendedor, os impactos ambientais e a importância da construção da usina para os estados fronteiriços. Depois fazemos uma visita à reserva ecológica local e, claro, à noite também preparamos um momento de lazer e festa”, contou o professor de História, Rafael Teixeira, que dá as aulas ao ar livre.

Este circuito segue para a cidade de Piranhas para apresentar o cangaço, o rio São Francisco, a usina de Xingó e contar sobre a visita de Dom Pedro II à cidade. “Conhecemos o museu do cangaço, falamos sobre a arquitetura da cidade, mostramos onde foram expostas as cabeças dos cangaceiros mortos pela polícia alagoana, a beleza e o poder do rio e sua relevância para história do Brasil devido à integração nacional, transposição e seus impactos ambientais”, acrescentou Rafael.

A aluna do 9º ano, Hellen Gabriela Lima, já participou de três expedições e conta que as experiências têm sido marcantes. “Mesmo indo para estudar, acabamos nos divertindo muito e fazendo novas amizades. É bem diferente de uma aula dentro da sala. Às vezes lemos algo e temos dúvidas se aquilo é real, mas estando lá nós conseguimos entender melhor a gravidade dos acontecimentos. Fica marcado na nossa memória.”

Hellen conta que se emocionou ao conversar com um morador de Piranhas. “Estávamos falando sobre a história de Lampião e um senhor começou a contar com muita clareza, o que lembrava da época. Foi comovente. Também pudemos conversar pessoalmente com os ribeirinhos do rio São Francisco, que vivem da pesca e da agricultura, entendemos melhor a realidade deles devido ao fato de o rio estar secando. Vimos que não é especulação, está secando mesmo”.

Já na expedição rumo à capital pernambucana, o contexto são as invasões holandesas e os feitos de Maurício de Nassau. “Visitamos o Instituto Ricardo Brennand, um museu fantástico que conta a história da chegada dos holandeses ao Brasil por meio de objetos e registros transpostos nas telas. Nossos alunos são muito inteligentes e aproveitam todos os recursos que temos disponíveis para aprender”, elogiou Mauricéa.

Giulia Lessa, aluna do 8º ano, adorou a experiência. “Achei muito legal, me diverti bastante e fiz novas amizades! Conseguimos estar em muitos locais históricos das invasões no país e vimos obras, cartas e objetos usados pelos holandeses na época. Chamaram minha atenção as casas antigas, que ainda hoje são muito bem preservadas, principalmente em Olinda”, salientou.

MULTIDISCIPLINAR

A escolha dos lugares a serem visitados é feita com base especialmente no conteúdo didático das disciplinas de história e geografia. Também fazem parte do projeto as matérias de artes, música e teatro.

Dentro da disciplina de música, por exemplo, é feito um levantamento dos ritmos típicos dos lugares visitados, assim os alunos podem escutar e aprendem sobre eles. O frevo do carnaval de Olinda, assim como o xaxado do cangaço entraram na programação.

“Trabalhando com a parte histórica e lúdica, os alunos se apropriam da cultura e demonstram felicidade pelo que conquistaram. Nós ficamos impressionados com essa troca! No futuro, o conhecimento que eles adquirem será fundamental para ligar os fatos do passado e do presente”, concluiu Mauricéa.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

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O aluno como protagonista

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By on mai 7, 2019 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Metodologias ativas estão transformando a maneira de ensinar e aprender

A antiga sala de aula era assim: o professor falava e o aluno escutava. Conhecemos bem esse método de ensino tradicional centrado no professor, no qual o estudante aprende apenas ouvindo, prestando atenção ao que é dito. No entanto, à medida que a sociedade se transforma, as práticas pedagógicas também precisam se atualizar. É neste contexto de modernização do ensino que surgem as metodologias ativas.

Se antes o aluno apenas ouvia e anotava, com os novos métodos ele é encorajado a pensar, sendo protagonista e executor do próprio conhecimento. O estudante é envolvido no processo de aprendizagem, sendo levado a discutir, escrever, ler e resolver problemas, além de ensinar os colegas de turma. São atividades que provocam o pensamento. No Colégio Contato Maceió, os professores foram incentivados a atualizar as aulas utilizando algumas destas metodologias, aprimorando, dessa forma, suas estratégias de ensino.

“Queremos que o aluno reflita sobre o que está fazendo. Nosso objetivo é motiválos para que aprendam de forma autônoma e participativa, a solucionar problemas e situações reais do cotidiano, protagonizando o processo de ensino e aprendizagem, participando de forma ativa de pesquisas na construção do saber”, acrescentou a professora Marluce Barros.

O conceito das metodologias ativas não exclui a maneira tradicional expositiva de dar aulas. Esses momentos continuam acontecendo, mas agora existe uma mescla, pois elas não são as únicas estratégias utilizadas para ensinar. Neste ano, devido a Base Nacional Comum Curricular, o colégio começou a implantar essas metodologias com maior ênfase, principalmente no laboratório experimental de ciências físicas e biológica, na sala de aula, nas áreas de humanas e exatas.

Um exemplo de metodologia ativa utilizada com frequência pela professora de português Lílian Chaves é a aula invertida. Nessa metodologia, os alunos têm que estudar o assunto antes de entrar na sala de aula para debatê-lo. “Se na próxima semana vou começar a ensinar a colocação pronominal em próclise, eu sugiro vídeos para os alunos assistirem sobre o tema e fazerem um mapa mental (uma espécie de diagrama, uma representação visual de um tema), usando o próprio livro didático. Então, quando eles chegam em sala de aula, já têm um conhecimento prévio do assunto, o que tem ajudado muito, principalmente àqueles que não conseguem captar de forma rápida o conteúdo ensinado pelo professor. Eu percebo que os alunos conseguem entender melhor quando fazem o estudo antecipado em casa”, destacou.

AUTONOMIA

Os alunos do 1º ano, Arthur Sean e Rhayna Casado, precisaram soltar a criatividade para vencer um desafio das aulas desenvolvidas com as novas práticas pedagógicas. No projeto sobre geração de energia, que uniu conteúdos das disciplinas de física, química, robótica e matemática, suas equipes conseguiram criar uma bateria capaz de carregar um celular.

“Foi algo que ninguém tinha experimentado antes, então foi muito gratificante participar! Nós buscamos métodos diferentes dos que as outras equipes estavam planejando fazer para tentar inovar e nos diferenciar. Decidimos fazer o projeto usando energia eólica, mas encontrar materiais foi um problema. Usamos um motor de videocassete e uma hélice de impressora para fazer nosso projeto funcionar. Tentamos vários materiais antes disso, mas no final conseguimos criar nossa bateria”, comemorou a estudante.

Arthur também encontrou em objetos comuns os recursos que lhe permitiram criar. “Achei muito interessante poder aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas e também desenvolver a imaginação. Queríamos transformar energia mecânica em elétrica para construir o carregador e, para isso, utilizamos instrumentos, como molinete de pesca e motor de impressora”, explicou.

“Estudar totalmente sozinho pode gerar desconforto, dúvidas, insegurança. Mas os professores estavam sempre apoiando nesse processo. Geralmente, no laboratório, somos mais espectadores do que o professor está fazendo, apenas dando um auxílio. Dessa vez tivemos que correr atrás e a interação no grupo foi ótima, assim como o apoio do colégio, pois precisamos nos encontrar várias vezes no laboratório para fazer testes. Foi uma luta conjunta mesmo, não foi aquele trabalho que alguém fez e o restante só olhou. É bom saber que a gente tem essa capacidade de fazer algo que parecia muito fora da nossa realidade”, destacou Rhayna.

AULA HÍBRIDA

Nas turmas dos 8ºs anos, as professoras de ciências biológicas e língua portuguesa aproveitaram a abertura oferecida pelo colégio para propor uma aula que uniu conteúdos de ambas as disciplinas, utilizando duas metodologias ativas: a aula híbrida e a aula em circuito.

“Percebemos uma questão atual: muitas pessoas estavam acreditando em fake news sobre as vacinas e, por isso, estavam deixando de se vacinar e de vacinar os próprios filhos. Tinham medo de doenças que surgiriam por causa delas. A partir das aulas de ciências e do conteúdo do livro didático, a professora de biologia conversou comigo para abordarmos o tema de uma forma diferente”, contou Lílian.

Juntas, criaram uma aula dinâmica, na qual os alunos participaram ativamente. Nas aulas de português, foram abordadas as tipologias textuais, enquanto nas aulas de ciências trabalhava-se o tema “vacinas”. Os alunos foram levados para a biblioteca e separados em grupos e estações; cada uma tinha tipologias de textos diferentes, gráficos, narrativas, discussões, vídeos, textos jornalísticos. “Eles participaram das estações em rodízio, ora lendo textos em gráficos, ora outro tipo de texto em outra estação. Todos abordavam o tema das vacinas. Ao final de cada estação, eles tinham que preencher uma espécie de resumo, utilizando o método Cornell, no qual eles fazem um resumo do texto e comentam algumas questões que surgiram a partir da leitura. Depois, essas questões foram discutidas nas aulas de ciências”, explicou Lílian.

Nessa metodologia, alunos muito tímidos, que não conseguiam falar na sala de aula, desprenderam-se porque estavam em grupos menores de oito, seis alunos, todos companheiros de sala de aula. A abertura para se expor, se expressar e falar com o professor se torna mais fácil.

Em todas as turmas, essa foi a frase mais ouvida pelas professoras: “deveríamos fazer isso sempre!”. Segundo Carollinny Vilas Boas, professora de ciências, encontrar as atividades adequadas para cada turma é desafiante, mas é possível observar nitidamente que os alunos ficam mais seguros após a aula. “Percebemos que quando eles saem do tradicional, ficam mais interessados e empolgados, a aula rende e o assunto é passado de maneira lúdica”.

CAIXINHA CHEIA

Para Lílian, é fundamental que tenhamos a ideia de que o aluno não é uma caixinha vazia na qual o professor vai depositar todo o conteúdo. “Eles têm autonomia para encontrar esse conteúdo em vários lugares, então nós precisamos aproveitá-la para fazê-lo render melhor dentro de sala. Ele pode estudar com aulas no YouTube, com os livros e chegar à aula dominando bem o assunto”, pontuou.

A cada dia a educação vem se desprendendo das metodologias tradicionais, deixando que a tecnologia e a internet façam parte do processo de aprendizagem. É algo que já está acontecendo. Rhayna acrescenta: “as experiências são divertidas e aprendemos bastante. Além disso, nos ajudam a escolher nossa futura profissão. Nos projetos práticos podemos ter uma noção melhor do que gostamos de fazer”, concluiu.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

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