Projetos pedagógicos

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By on mar 5, 2013 in Filmes, Geral, Projetos pedagógicos | 1 comment

Sábado temos cinema e debate com os professores Ricardo Corrêa e Gustavo Pessoa. O filme da vez é o V de Vingança, sobre o anarquista mais pop da modernidade. A sessão será no auditório do colégio, na unidade Jatiúca, e começa às 8h (porque revolucionários acordam cedo!).

Para ter uma noção da popularidade do nosso anarquista, é só contar em quantos protestos, conspirações e ataques ele esteve presente. Começando pelo início da Idade Moderna, lá pelo século XVII,  quando conhecemos a sua verdadeira identidade: Guy Fawkes. Um católico (sim, católicos já foram revolucionários. E mais de uma vez!) que pretendia explodir o parlamento inglês. Não deu muito certo e o cara foi pego.

Até hoje a galera comemora sua captura e é aí que entra a segunda identidade o anarquista popstar! Dessa vez, ele clama por um levante contra um regime fascista da década de 80 na HQ de Alan Moore. Usando uma máscara de Guy Fawkes, ele respondia pelo codinome V. A motivação de Moore para criar a história foi a política feita pela dama de ferro Margaret Thatcher.

Em 2006 o mascarado ganhou o mundo depois de ganhar Hollywood. O anarquista V, em companhia de ninguém menos que Natalie Portman careca, incitou a população inglesa a se rebelar no dia 5 de novembro de 2020, data comemorativa da captura de Guy Fawkes.

A partir daí, V esteve em Occupy Wall Street e em vários outros movimentos. É também o garoto propaganda do Anonymous, um grupo de hackers que invadem tudo quanto é instituição.

E aí, pronto para o debate?

Memórias de um Polinerd seta titulo

By on jan 8, 2013 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

 A Influência das Pessoas em Nossa Vida

           Quando somos jovens, uma hora ou outra acabamos fazendo uma besteira. Afinal, somos jovens e ser jovem é mais ou menos isso, não é? É certo que em 90% dessas vezes ouviríamos aquele já tão conhecido discurso: ”Você sabe o que fez? Tem noção do que fez?”, ”Isso é irresponsável da sua parte”, ”Você acha que o que fez foi certo?”, e muitas vezes, no meu caso: ”Você acha que isso é algo que você faria normalmente?” e, quando o caso já se repetiu e é mais sério, ”Você gosta da pessoa que está se tornando?”. Quando eu faço uma besteira, penso nos meus pais e no que vai acontecer claro. Mas quando tudo acaba, quando paro para pensar no que fiz, a primeira pessoa em que eu penso é no meu avô.

         Quando isso acontece, paro e logo penso: ”O que ele acharia se estivesse aqui?”. Meu avô, para mim e para muitos, foi uma grande pessoa, pois infelizmente não está mais aqui. Era uma pessoa comum, não fez nada de grande destaque, não há monumentos dedicados a ele e dentro de alguns anos ele será esquecido. Mas, pelo que lembro e pelo que ouço muito falar, era uma daquelas pessoas mais corretas possíveis, daquelas que tinha uma risada que alegrava qualquer um e estava sempre com algo engraçado pronto, não deixando de ser sério e correto quando a situação exigia. Vejo isso por minha mãe e meus tios, que apesar de eu odiar (admito), ás vezes, são as pessoas que eu mais admiro pelo seu caráter, assim como meu avô. Amigo de todos, cresci ouvindo que no seu enterro até as mulheres da limpeza de seu consultório apareceram. Ele, então, é meu exemplo de caráter e de como eu gostaria de ser quando crescer.

            O mundo mudou muito desde que ele se foi, e se ele estivesse comigo para me ver crescer, tenho certeza que eu cresceria de uma forma muito diferente. Ele foi um homem ”à moda antiga”, assim como minha mãe e meus tios são, e admito, no mundo de hoje seria chamado de ”cabeça fechada”. A adolescência traz períodos bons e ruins (ou deveria dizer fáceis e não tão fáceis?). Nos bons/fáceis, seria só alegria. Já nos ruins, que normalmente envolvem ”coisas que não são para sua idade” (palavras da minha mãe), aí o bicho pega. Se com minha mãe, criada por ele, já é difícil, imagina como não seria com meu avô, correto e á moda antiga. Os ”talvez” ou ”sim” que recebo ás vezes se transformariam em um grande e sonoro ”Não!”.

            Isso talvez me tornasse uma pessoa melhor, ou talvez simplesmente não fizesse diferença nenhuma. O fato é que sempre tento guiar minhas ações pelo que ele acharia e se teria orgulho da pessoa que estou me tornando. Vi uma vez em um filme em que as pessoas, até mortas, têm influência sobre nós e nossas ações na terra, e depois de um tempo vi que era verdade. Foi dando um exemplo, que ele influenciou a minha vida, e para melhor. Gosto de pensar que seguindo o pensamento dele, me torno uma pessoa muito mais responsável, apesar de nem sempre fazer isso. Mas posso dizer, com plena certeza, que, quando o faço, sinto-me mil vezes melhor.

                

Memórias de Polinerd é um projeto  de redação da turma do NAVE 1º ano, feito durante o ano letivo de 2012.

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By on jan 4, 2013 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

A esperança é a última que morre

   - Mãe, tô saindo!

   – Você vai aonde?

   – Vou dar uma voltinha com as meninas na praia.

   – Tá certo, cuidado!

   Sara sempre foi uma garota muito estudiosa e calada e morava apenas com sua mãe Isabel em um apartamento. Tinha um grupo de amigas com quem se identificava muito e eram meninas muito estudiosas também.

   Já na praia, todas estavam conversando e tomando água de coco, quando decidiram ir dar um mergulho no mar. Sara não quis muito ir porque o mar estava um pouco agitado, mas foi para não ficar sozinha na areia da praia. Naquele momento, a diversão parecia ser infinita, mas o que nenhuma delas sabia era que essa diversão em pouco tempo teria um fim. Todas as meninas decidiram fazer uma brincadeira: quem fica mais tempo debaixo d’água. E assim a brincadeira começou. A primeira a se levantar foi a ruiva Bianca, a segunda foi Melissa e a terceira foi Daniela. Todas na mesma hora disseram:

   – Sarinha, você ganhou! Já pode se levantar!

   Mas nada de Sara sair da água.

   – Sara, a brincadeira acabou… – disse Daniela olhando preocupadamente para as duas outras meninas.

   As três, aflitas, puxaram ela da água. O pior tinha acontecido: ela estava desacordada e toda roxa. Elas levaram Sara para a areia e chamaram a ambulância.

   No hospital, as três meninas ligaram para Isabel e contaram do ocorrido. Em poucos instantes ela chegou.

   – Mas meninas, o que aconteceu?

   Nessa hora o médico responsável pelo caso de Sara chega à sala onde estavam todas elas.

   – A senhora é Isabel, a mãe de Sara?

   – Sou sim doutor, como está minha filha? – disse Isabel super preocupada e com os olhos cheios de lágrimas.

   – Bom, ela está respirando com a ajuda de aparelhos, pois todo o ar de seus pulmões acabou e o que também descobrimos foi que durante o tempo que ela ficou em baixo d’água, ela engoliu um pedaço de alga considerado tóxico.          Esse pedaço de alga vai “comendo” seus órgãos até que… a senhora já sabe… a indesejada da gente chegue… Mas eu peço que fique calma, pois faremos de tudo para salvar sua filha.

   A única reação de Isabel foi baixar a cabeça e chorar. O resto do dia e a noite não conseguiu dormir pensando em como seria difícil viver sem sua companheira ou até mesmo vê-la todos os dias em cima de uma cama sem poder fazer nada.

   E o resto de sua vida foi assim: indo ao hospital todos os dias e tendo que está preparada para receber notícias boas e principalmente as ruins. O estado de Sara sempre oscilava muito. Às vezes, ficava estável e às vezes a tal alga atacava de novo. E, assim, passaram-se dois anos.

   Em um determinado dia o médico disse a Isabel que não tinha mais jeito: ou Sara fazia um transplante ou ela morreria. O seu estado estava muito grave, estava quase sem nenhum órgão dentro dela. Mas ainda havia outro problema: quem faria esse transplante para Sara? O caso era de urgência. Diante disso, Isabel decidiu tomar uma decisão inusitada. Ela precisava salvar sua filha. Queria deixar para ela um exemplo, queria que quando ela ficasse boa se lembrasse de todos os momentos que passaram, de quando estudavam juntas, de quando iam passear na praia com os cachorros e de quando iam dormir super tarde conversando e assistindo a filme todas enroladas em mantas. Sim, ela doaria seus órgãos. Vocês podem estar pensando que tudo tem um limite, mas para uma mãe ver seu filho bem, não tem limites não.

   Isabel comunicou ao médico o que iria fazer para salvar logo sua filha, pois, como o caso era de urgência, ela tinha que fazer logo um transplante. O doutor não concordou muito, mas teve que aceitar essa decisão.

   Antes de todo o procedimento do transplante, foi no quarto falar com Sara.

   – Filha, faço isso tudo porque quero ver de lá de cima você vivendo e sorrindo. Você irá morar com a Tia Sophia, já deixei tudo pronto e avisado ao médico. Não me arrependo de nada que fiz durante todo esse tempo em que você esteve aqui no hospital. Não se esqueça de que meu amor por você é infinito e se fosse preciso faria tudo de novo por você.

   Na mesma hora, Sara pegou na mão de sua mãe. Mas como? Isabel imediatamente chamou a equipe médica. Depois de horas o médico chegou com a notícia de que algo incrível tinha acontecido: os órgãos já estavam se reconstituindo e a alga não estava mais dentro do corpo de Sara.

   Sara recebeu alta uma semana e meia depois. Quando chegou a casa foi contar o que tinha acontecido com ela. Sara contou que, uma noite antes de sua mãe ir se despedir dela, um anjo foi a seu quarto, dizendo que ainda não estava na sua hora e que sua missão na Terra ainda não tinha acabado.                                          Contou também que o anjo tinha vindo em nome de Deus e que ganharia uma estrela com seu nome em sua homenagem. A mãe ficou surpresa com tudo aquilo que a filha havia lhe contado. Assim, as duas se abraçaram e passaram o resto do dia juntas e Sara, é claro, não se esqueceu de agradecer eternamente à sua mãe.

   Isabel tirou uma lição de tudo isso. Perder a esperança nunca, pois, por menor que ela seja, ainda existe. Só basta ter fé e acreditar que tudo poderá dar certo.

por Maria Eduarda Lavenère.

      Memórias de Polinerd é um projeto  de redação da turma do NAVE 1º ano, feito durante o ano letivo de 2012.

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By on jan 2, 2013 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

A promessa de Luísa

 Luíza era uma moça cheia de sonhos, como toda garota da sua idade, aos 16 anos já estava concluindo o Ensino Médio e já sabia qual faculdade iria. Pensava em ser juíza e julgar casos de família, pois sempre se lembrava de como havia sido impedida de conviver com o pai, quando seus pais se separaram.

Era mês de férias, chovia bastante e a família resolveu subir a serra para descansar, mas Luíza levou todo seu material de estudo para não perder o ritmo das aulas.

Há alguns meses reclamou para sua mãe que estava se sentindo fraca e sempre cansava com facilidade, sua mãe, D. Rita, não deu muita importância, porém os sintomas pioraram, então resolveram ir ao médico lá mesmo. O diagnóstico inicial foi assustador e em poucos dias confirmado com o resultado dos exames, Luíza estava com um tumor raro e não era aconselhável uma cirurgia.

Tudo na vida daquela garota e de sua família se transformou de uma hora para outra e todos que gostavam dela começaram a procurar meios que pudessem mudar aquela realidade.

Sobretudo algo de extraordinário aconteceu em meio aquela loucura que sua vida tinha se transformado, seu pai, Sr. Augusto, logo que ficou sabendo da doença da filha, retornou para o Rio, de onde havia ido embora há dez anos e só voltava quando tinha negócios para resolver.

O encontro dos dois naquele hospital foi tão emocionante, que até D. Rita ficou tocada com a situação, mas ela não esquecia o que Augusto fez ao abandonar a filha após a separação.

Luíza lutou com todas as suas forças para sobreviver, sofreu muito, mas nunca dizia a ninguém que sentia alguma dor e ainda pedia que não chorassem por ela, continuou estudando após alguns meses da descoberta da doença e até conseguiu passar no vestibular, mas não pôde iniciar a faculdade.

Muitos meses se passaram, até que um médico vindo com novas técnicas de tratamento iniciou um tipo de processo com Luíza e conseguiram eliminar aquele tumor e ela conseguiu cumprir sua promessa de vida, ajudar crianças que não tinham pais. D. Rita e Sr. Augusto conseguiram conviver harmoniosamente, pelo bem da filha, porque entenderam que o amor faz milagres.

por Marilyn Monroe

         Memórias de Polinerd é um projeto  de redação da turma do NAVE 1º ano, feito durante o ano    letivo de 2012.

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By on dez 18, 2012 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Quinze dias com Flora

Flora era uma menina comum que vivia em uma cidade pacata no sul da Itália no ano de 3453. As guerras civis e militares estavam cada vez mais intensas por causa da falta de água e petróleo, e todos os países estavam lutando para ter a hegemonia política e militar no mundo. Flora vivia com a sua família, ela mal podia imaginar que sua vida iria mudar tragicamente em apenas alguns minutos naquele mesmo dia. Ela estava voltando da escola quando tropas inimigas invadiram a sua cidade one começaram a escravizar toda a população.

Flora estava no meio de uma guerra com várias bombas e tiros aparecendo na sua frente, ela procurou abrigo em uma casa abandonada, e, assim que ela entrou, um civil a hostilizou com um empurrão e perguntou:

- Para quem você trabalha?

- Eu só estou procurando um lugar para me esconder, não trabalho para ninguém! – falou ela.

- Então venha! Várias pessoas então se abrigando aqui.

Ela o seguiu. De repente ela e mais seis pessoas estavam ao redor de uma lareira, rezando para que o dia seguinte fosse melhor do que aquele dia que amaldiçoou a vida daquela cidade inteira.

Já se passaram duas semanas desde aquele dia, a comida estava ficando escassa e mais ataques estavam acontecendo. Todos estavam vendo o noticiário quando o repórter começou a falar:

- Já se passaram 14 dias desde o começo da 7ª guerra mundial e até agora o país dominante é a África do Sul, que já dominou todas as maiores potências mundiais e destruiu 389 cidades.

Todos começaram a ficar preocupados, algumas horas depois as tropas começaram a recuar e, logo em seguida, uma bomba aceleradora de partículas foi lançada na cidade fazendo com que toda a população, junto com qualquer solo da cidade, fossem destruídos sem deixar nenhum vestígio de algum sobrevivente ou de alguma vida naquele local.

por Bruno Leite Ramires Saldanha

    Memórias de Polinerd é um projeto  de redação da turma do NAVE 1º ano, feito durante o ano letivo de 2012.

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By on dez 12, 2012 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Diário de uma história de amor

Voltei para minha cidade há duas semanas, e de repente tudo que eu achava que havia apagado da memória estou relembrando, a cada passo que dou, a cada coisa que vejo, e, principalmente, a cada lugar que visito. Todas as brincadeiras, histórias, até dos momentos em que escrevia meu diário estou me recordando.

Andando pelas ruas, sem rumo, apenas para relembrar os bons momentos, acabei chegando ao banco onde escrevia meu diário secreto, que descobri não ser mais tão secreto assim. E por que eu estava dizendo isso? Simples, encontrei uma caixinha onde havia algumas folhas do diário de “Poliana Barbosa”, uma garota que estudava comigo, onde estava explicando como meu diário havia sumido. Nela estava escrito:

“Eu retornava para casa em um dia muito frio, quando avistei entre a folhagem de um dos canteiros da calçada uma caixinha. Curiosa, peguei-a e levei para casa.”

Durante todo o caminho eu imaginava o que poderia haver lá dentro. Pensei em coisas absurdas como um mapa do tesouro, uma joia que pertenceu a uma rainha, ou quem sabe até um testamento milionário para quem achasse a caixinha.

De tanto imaginar, acabei esquecendo-me de abri-la, tanto é que lembrei quando estava em pé à porta da minha casa.  Curiosa, abri a caixa antes mesmo de entrar em minha casa, e, francamente, me decepcionei, não havia nada do que eu havia imaginado, somente um monte de folhas, “cartas” escritas à mão. Então, comecei a ler.

  —  ’Estou aflito, meu pai saiu de casa três dias atrás, sem dar satisfações, e ainda não voltou. Minha mãe não para de chorar e sinto que ela e meu irmão estão me escondendo algo…’

 Ao terminar de ler a segunda folha da carta percebi duas coisas, a primeira foi que o pai do garoto havia morrido. Como eu sabia disso? Foi a segunda coisa que descobri, as “cartas” eram, na realidade, folhas de um diário de um garoto do meu colégio, que eu vira poucas vezes, cujo nome era Fábio de Alcântara .

Entendem? Folhas do diário de um garoto valiam mais que qualquer diário feminino completo, e o melhor é que elas estavam em meu poder e eu poderia fazer o que eu quisesse, qualquer coisa que eu pudesse imaginar.

Pensei muito, imaginei como ele se sentiria se soubesse que alguém sabe que ele escreve um diário, o quão ele ficaria envergonhado e triste. Então cheguei à conclusão de que não poderia usar de má forma aquelas cartas porque eu estava perdidamente apaixonada por ele.

Imaginem um garoto que escreve um diário! Sem obrigação ou compromisso, apenas para desabafar e registrar no papel quem ele é, como está sua vida e tudo mais. Às vezes, penso que não deveria ter lido, mas logo me lembro de que foi por pura inocência, afinal eu não sabia que se tratava de folhas de um diário, e masculino!

No dia seguinte não fui procurá-lo para explicar o ocorrido, apenas fiquei olhando-o cada vez mais pelo jeito dele: atlético, estudioso, simpático e o garoto mais sensível que eu já havia conhecido. Acho que posso dizer que o conheço, afinal eu li o diário dele, e conhecer alguém de maneira mais verdadeira, impossível.

Eu passei a sempre o observar, mas se já falei pessoalmente com ele cinco vezes, foi muito, se bem que sempre tinha uma pessoa junto a nós, o que impedia que eu contasse que havia lido seu diário.

O único problema foi que adiei muito a hora de contar o ocorrido, até que ele acabou se mudando para o Rio de Janeiro sem saber da verdade, pois como seu pai morrera nada mais prendia sua família à cidade onde morávamos. Ele partiu deixando para trás todos seus amigos e eu.

 Agora, as únicas coisas que me restam são a saudade da época em que eu o observava no pátio do colégio e o tempo vazio na hora do intervalo quando olho para os lados e percebo sua ausência. Mas não perco a esperança de que um dia ele volte, e é por isso que hoje escrevo as primeiras páginas do meu diário, para que um dia eu possa colocá-las numa caixa, e assim ele ou outra pessoa, por obra do destino, as ache e me ame assim como eu o amei através de suas palavras…”

Fiquei perplexo, após ler essa carta duas questões surgiram na minha cabeça: a primeira foi que mesmo tendo lido inúmeras vezes ainda não consigo entender como alguém que mal me conhece poderia gostar tanto de mim, e a segunda foi que, por obra do destino, fiquei perdidamente apaixonado por ela, assim como ela desejou que eu ficasse.

 por  Ernann Tenório

   Memórias de Polinerd é um projeto  de redação da turma do NAVE 1º ano, feito durante o ano letivo de 2012.