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Esporte e solidariedade

Esporte e solidariedade seta titulo

By on nov 11, 2019 in Esportes, Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Ações sociais durante os jogos internos mobilizam alunos e ensinam o valor da empatia

O dicionário define solidariedade como um sentimento de identificação com os problemas dos outros, o que leva as pessoas a se ajudarem mutuamente. Há alguns anos, o Contato Maceió decidiu iniciar um projeto para incentivar os alunos a fazerem parte desse movimento. Unindo esportes e ações sociais voluntárias, eles passaram a aprender e propagar valores importantes para a formação do ser humano, como a empatia, por exemplo.

Durante a realização dos jogos internos, além de participar das atividades esportivas em si, para vencer as competições os estudantes também tiveram que cumprir algumas metas. Entre elas, arrecadar alimentos e organizar uma ação solidária com impacto coletivo. Cada uma dessas etapas valia pontos para determinar quais seriam as turmas vencedoras. “Assim conseguimos estimular a criação artística e também exercitamos a responsabilidade social”, revelou Beto Brito, professor de literatura e coordenador de eventos.

Faz parte da tradição da escola atrelar aos jogos internos atividades de cunho social, que acontecem desde 2007, mas havia a necessidade de envolver mais os alunos. “Eles já arrecadavam alimentos a fim de efetuar doações para diferentes instituições. Sempre foram convidados a acompanhar essas doações, mas a adesão nunca foi muito grande. Por isso resolvemos propor algo diferente neste ano, incentivando a prática de ações sociais junto a grupos que eles mesmos escolheram, causando um impacto na comunidade. Além de ampliar os públicos, passamos uma mensagem humanitária aos alunos”, destacou a professora de português Daris Rocha.

SUCESSO DE ARRECADAÇÃO

A nova estratégia surtiu efeito e os alunos Contato fizeram bonito! Nos jogos internos deste ano foram realizadas 25 ações de solidariedade, que arrecadaram um total de 2583 peças de roupas em bom estado e mais de 6,7 toneladas de alimentos.

Cada turma escolheu uma instituição, um espaço, uma ação a ser executada. Alguns grupos escolheram lares de adoção de crianças, outros se deslocaram até comunidades carentes, alguns foram recolher lixo na praia, outros foram até instituições que abrigam animais abandonados. Pais e professores também se engajaram nas ações. A depender do local visitado, os alunos escolhiam as atividades a serem realizadas: cuidaram dos animais, brincaram com crianças carentes, recolheram lixo na orla, fizeram campanhas nas ruas em prol da segurança no trânsito, entre outras atividades.

“Foi um dos momentos mais bonitos que vivi aqui na escola. O esporte, por si só, já é agregador: une pessoas, envolve as famílias, ajuda os alunos a desenvolverem noções relacionadas à convivência em grupo e ao respeito ao outro. Associar o esporte às ações sociais, sem dúvida, potencializa todas essas questões. Assisti alunos empenhados, pais envolvidos, comentários posteriores em sala de aula sobre como foi importante conhecer outra realidade, ajudar, abraçar, acolher”, contou Daris, que leciona no Contato há dez anos.

CHORO E DIVERSÃO

Foi a primeira vez que a aluna do 7º ano, Marcela Ikeda, teve um contato tão próximo com a realidade de crianças carentes. Sua turma elegeu um projeto no bairro Vergel do Lago para desenvolver a ação social, que incluiu lanches, brincadeiras, presentes, sorteios, música e dança. “Foi um choque para mim. Encontramos uma situação totalmente nova. As criancinhas eram muito carentes mesmo, algumas tinham a higiene bastante precária e vários machucados na pele”, descreveu.

Um momento marcante para Marcela aconteceu quando uma das meninas acolhidas revelou seus sonhos. “Era seu aniversário de sete anos e, por isso, fizemos uma festinha com parabéns durante aquela manhã. Ela adorou, ficou super alegre e nos contou que tinha três sonhos na vida: ser modelo, ter uma bicicleta e poder estudar”.

Também foi difícil para Maria de Lourdes de Melo, aluna do 7º ano, segurar a emoção. Ela já participa de atividades solidárias promovidas pela igreja da qual faz parte semanalmente e achou a experiência com os colegas de turma um grande aprendizado. “A sensação de ajudar alguém é muito boa. Chorei e me emocionei, estava ao mesmo tempo triste e feliz, porque percebemos que temos tanto, enquanto outras crianças têm tão pouco. Coisas pequenas para nós podem ser importantes para outros. Aprendemos a dar mais valor às nossas oportunidades”, refletiu.

ENVOLVIMENTO

A iniciativa do colégio permitiu que, além dos conteúdos escolares, os alunos tivessem a oportunidade de aprender com a diversidade, implicando-se no acolhimento do outro, reafirmando o respeito por todos, seja na periferia, na praia, no trânsito ou no cuidado aos animais. “Foi bonito vê-los interagindo com pessoas de realidades tão diferentes, sem amarras, sem preconceitos, de coração aberto. Os pais também se envolveram, alguns, inclusive, se comprometeram a voltar aos locais visitados em momentos posteriores, dando continuidade às ações realizadas. O resultado foi muito gratificante!”, salientou Daris. “Eles vivem muito distantes da realidade de quem eles ajudaram. Sempre registramos em vídeo e o impacto é visível”, acrescentou Beto.

Para a aluna do 7º ano, Larissa Melo, o ‘empurrão” da escola para que eles desenvolvessem as ações foi fundamental. “Me senti lisonjeada e feliz porque ajudamos quem precisava e as crianças se divertiram muito. O colégio vem cada vez mais ensinando valores essenciais para a nossa vida. Pudemos conhecer novas perspectivas e nossa turma ficou mais unida por causa da organização. Fizemos tudo juntos. Foi uma experiência maravilhosa, tanto para eles como para nós”, refletiu.

Aprovação sem fronteiras

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By on set 7, 2019 in Enem, Geral, Vestibular | 0 comments

De olho em universidades fora de Alagoas, alunos recebem preparação personalizada para o vestibular

Material didático específico, aulas extras, preparação antecipada, revisão personalizada, acompanhamento e apoio logístico para viagens. Esses são apenas alguns dos diferenciais que o Contato oferece aos alunos que pretendem somar ao Enem outras provas de vestibular fora de Alagoas. A cada ano, mais estudantes decidem tentar a aprovação em instituições longe do estado ou buscam um curso ainda não ofertado na região.

Essa é uma decisão apoiada pelo colégio, levando-se em consideração as diversas universidades reconhecidas pela excelência no Brasil. “Nós sempre incentivamos nossos alunos a irem além do Enem, mas vale destacar que, antes de dar esse apoio, nós checamos se a universidade realmente vale a pena. Sendo uma boa oportunidade, nós estudamos o programa para preparar o aluno da melhor maneira”, afirmou o diretor Ernesto Stadtler.

Esse é o caso de Pedro Lana, aluno do 3º ano, que pretende cursar medicina e está se preparando para o vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Pernambuco (UPE), entre outras. “Escolhi medicina por me identificar mais com as matérias de biologia e química durante o Ensino Médio, disciplinas que são base para o curso. Sinto que o Contato busca fornecer as melhores oportunidades para ajudar o aluno nessa etapa da vida escolar. O colégio proporciona uma ótima equipe de professores que estimula o aluno e que está sempre à disposição para tirar dúvidas, além do material didático excelente. Também destaco as atividades extracurriculares, como aulões, oficinas de redação, passeios históricos e aulas de laboratório, que incentivam o aluno a estudar”, contou.

A preparação para esses vestibulares acontece de forma paralela à preparação geral direcionada ao Enem. O Contato tem uma turma específica dedicada a certos cursos durante o ano e uma preparação personalizada para a UPE. Como lá o vestibular é seriado, ou seja, tem provas durante os três anos do Ensino Médio, os alunos têm um curso diferenciado. A partir do 1º até o 2º ano, são oferecidas aulas mensais durante oito meses no período noturno. “No final fazemos uma revisão, que chamamos de Previsão, no final de semana. Para os outros vestibulares também temos turmas especiais. Todo conteúdo que não é do Enem, nós vemos fora da sala de aula regular”, explicou Stadtler.

O ex-aluno Contato e atual estudante de medicina João Victor Omena passou nos vestibulares da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e UFAL, tendo optado por esta última. “O colégio me possibilitou acesso a olimpíadas desde cedo e aulas aprofundadas. Esse acesso ‘precoce’ foi de suma importância para o meu desenvolvimento como aluno e pessoa, me deu senso de responsabilidade e estudo”, destacou.

Sua preparação incluiu um cronograma de estudos seguido com disciplina e alguns momentos de lazer. “Você tem que ter foco, ritmo e estar ciente das suas dificuldades. Digamos que eu tinha dificuldade em redação, então eu fazia duas por semana e tentava não repetir os erros. É preciso saber em que áreas você está deficiente para se aperfeiçoar. Não dá para dar um passo maior que a perna. Pode demorar, mas você precisa começar e tentar nivelar o aprendizado das matérias. O mais importante é saber identificar sua situação, no que você precisa empenhar mais tempo e dedicação”, ensinou.

ROTINA

Visto que iniciou a preparação para o vestibular no 1º ano, a rotina de Pedro mudou pouco. “Para mim, o que mais mudou foi a quantidade de vestibulares que irei prestar no final do ano. Durante a semana, tenho aulas no Contato pela parte da manhã e, à tarde, costumo ter algumas aulas extras, como aulas preparatórias para o vestibular da UPE e oficinas de redação. À noite, estudo em casa. Geralmente, nos finais de semana, realizo alguns simulados para treinar aspectos ligados ao vestibular, como tempo de prova e modelo de questões”, disse.

PERSPECTIVAS

O colégio está com os alunos até o final, a equipe inteira de professores está presente nos locais de provas nos dois dias de Enem para que eles saibam que não estão sozinhos em nenhum momento.

“As expectativas sempre são as melhores possíveis. Já iniciamos desde o 1º ano nesse ritmo de Enem e, no 3º ano eles fazem oito simulados durante o período letivo. A preparação é total, tudo que podemos oferecer ao aluno, nós oferecemos”, concluiu o diretor.

Aula de diplomacia

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By on jul 29, 2019 in Geral | 0 comments

Contato é o primeiro colégio do Nordeste a ter alunos na maior simulação das Nações Unidas realizada na América Latina

edição do PoliONU!” Com trajes formais, em um auditório lotado por mais de quinhentos estudantes de todo o Brasil, cinco alunos do Contato participaram de um momento histórico. Pela primeira vez, um colégio do Nordeste esteve na maior simulação estudantil da Organização das Nações Unidas (ONU) na América Latina. O evento aconteceu no Colégio Poliedro durante o feriado de Corpus Christi, em junho, na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo.

No PoliONU, estudantes do Ensino Médio selecionados participam de debates e atividades nas quais fazem o papel de verdadeiros diplomatas. O objetivo é simular as negociações executadas na ONU, encontrando soluções para diversos problemas mundiais, como pobreza, desemprego, degradação ambiental, criminalidade, migração e tráfico de drogas – que podem ser mais facilmente combatidos por meio da cooperação internacional.

A simulação ainda pretende proporcionar uma visão mais ampla da sociedade e que, além de crescimento individual, pessoal, acadêmico e profissional, influencie ações e ideias capazes de mudar a realidade do planeta em que vivemos.

“No começo eu não sabia o que esperar, como as pessoas iriam se comportar conosco. Era a primeira vez que o Contato ia indo e tínhamos a responsabilidade de representar não apenas o colégio, mas todo o Nordeste. Precisávamos mostrar nossa riqueza intelectual”, contou Isabela Ávila, aluna do 1º ano que representou o país Camarões e integrou o comitê SOCHUM, relacionado a temas sociais, humanitários e culturais. “Fomos muito bem recebidos!”, acrescentou.

Os quatro dias de debates eram mediados por uma mesa diretora composta por estudantes mais experientes. Desde o fuso horário até a forma de tratamento entre os participantes e as vestimentas formais, placas de identificação e bandeiras, tudo é planejado para parecer uma conferência oficial da ONU.

Felipe Vergetti, aluno do 2º ano, era o senhor delegado espanhol. “Representei a Espanha no comitê da FIFA, meu tema eram as ações sociais envolvendo a copa do mundo. Fora dos debates formais, sem a interferência da mesa, podíamos conversar mais à vontade e chegar a conclusões rapidamente. Por isso, na maior parte do tempo a gente falava sobre a problemática de cada comitê. Essa foi a primeira vez que tive a oportunidade de expor minhas ideias para tanta gente. Foi enriquecedor “, afirmou.

A experiência de interagir com um grande público também foi novidade para a aluna do 1º ano Rhayna Casado. Delegada da Tailândia, ela integrou o comitê ONU Mulheres. “Falei em público para quarenta pessoas desconhecidas, algo que eu nunca tinha feito, e o meu tema era violação dos direitos humanos na indústria do sexo. Além da parte acadêmica, o evento me engrandeceu muito como pessoa, porque viajei sem meus pais, fiz amizades e aprendi de uma maneira nova. Pude entender o lado do outro e descobrir uma problemática que muitas vezes é apagada da sociedade. São assuntos relevantes, que muita gente desconhece”, pontuou.

Segundo o professor de sociologia, Deividy Carlos, o evento também trata de temas por vezes não comentados em sala de aula. “Além disso, desperta o senso crítico e a ação prática para resolução de conflitos”. O docente acompanhou os alunos até São José.

Miguel Brandão, do 2° ano, foi o representante dos Estados Unidos da América na Conferência das Partes (COP). “Debatemos, principalmente, a questão ambiental na Ásia, como lidar com os resíduos tóxicos no ar e na água. Desse modo o comitê tinha que gerar soluções de várias formas, desde acordos entre países até doação de tecnologia de saneamento básico”, explicou.

Para ele, a viagem foi surpreendente. “Foi incrível viajar com amigos e conhecer tantas pessoas sensacionais em São Paulo. Mas o mais impressionante foi o PoliONU em si, a organização da simulação e o tamanho do evento foram algo que eu nunca vi antes, tudo excedeu minhas expectativas. Cada discussão e tópico debatido era muito divertido (mesmo com toda a seriedade do evento) e a experiência como um todo vai ser algo que vou levar para a vida”, concluiu.

CERTIFICADO

Ao final das atividades, os alunos receberam um certificado oficial de participação. Para aqueles que já pensam em seguir a carreira diplomática, o reconhecimento pode ser bastante relevante para o currículo. É o caso da aluna Aline Costa, do 1º ano, que está de olho nas oportunidades futuras. “Vai ser importante para meu currículo, porque é um evento reconhecido pela ONU e quero fazer relações internacionais. Também aprendi a me impor, a discutir sem brigar, usando argumentos. Melhorei, inclusive, minha dicção”, comentou. Aline representou a Turquia no comitê da COP, abordando temáticas sobre o meio ambiente.

Isabela, delegada de Camarões, também pensa em seguir na área. “Planejo fazer direito para posteriormente talvez tentar o Instituto Rio Branco, seguir a carreira diplomática. Se essa ideia permanecer, o certificado será muito útil. Caso não, eu o levarei com muito orgulho para mostrar a experiência maravilhosa que vivi nestes quatro dias”.

PREPARAÇÃO

Para ajudar a preparar os alunos, o Contato disponibilizou salas em horários especiais, computadores e deu suporte na compra das passagens. Eles também foram orientados pelo professor de sociologia e guiaram os estudos por um documento encaminhado pelo próprio Poliedro. “Se tem uma palavra que pode resumir isso é gratidão, pois é uma escola que está proporcionando outras experiências, além do ensino clássico. O colégio cobra muito de nós, mas ao mesmo tempo acredita na gente”, resumiu Isabela. O Contato já planeja realizar as próprias simulações a partir do 9º ano, assim a preparação será ainda mais eficiente. “Um professor do Poliedro de Campinas virá a Maceió prestar consultoria para que nós consigamos executar uma simulação interna. A expectativa é muito grande para que isso aconteça”, finalizou Deividy.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

O aluno como protagonista

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By on mai 7, 2019 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Metodologias ativas estão transformando a maneira de ensinar e aprender

A antiga sala de aula era assim: o professor falava e o aluno escutava. Conhecemos bem esse método de ensino tradicional centrado no professor, no qual o estudante aprende apenas ouvindo, prestando atenção ao que é dito. No entanto, à medida que a sociedade se transforma, as práticas pedagógicas também precisam se atualizar. É neste contexto de modernização do ensino que surgem as metodologias ativas.

Se antes o aluno apenas ouvia e anotava, com os novos métodos ele é encorajado a pensar, sendo protagonista e executor do próprio conhecimento. O estudante é envolvido no processo de aprendizagem, sendo levado a discutir, escrever, ler e resolver problemas, além de ensinar os colegas de turma. São atividades que provocam o pensamento. No Colégio Contato Maceió, os professores foram incentivados a atualizar as aulas utilizando algumas destas metodologias, aprimorando, dessa forma, suas estratégias de ensino.

“Queremos que o aluno reflita sobre o que está fazendo. Nosso objetivo é motiválos para que aprendam de forma autônoma e participativa, a solucionar problemas e situações reais do cotidiano, protagonizando o processo de ensino e aprendizagem, participando de forma ativa de pesquisas na construção do saber”, acrescentou a professora Marluce Barros.

O conceito das metodologias ativas não exclui a maneira tradicional expositiva de dar aulas. Esses momentos continuam acontecendo, mas agora existe uma mescla, pois elas não são as únicas estratégias utilizadas para ensinar. Neste ano, devido a Base Nacional Comum Curricular, o colégio começou a implantar essas metodologias com maior ênfase, principalmente no laboratório experimental de ciências físicas e biológica, na sala de aula, nas áreas de humanas e exatas.

Um exemplo de metodologia ativa utilizada com frequência pela professora de português Lílian Chaves é a aula invertida. Nessa metodologia, os alunos têm que estudar o assunto antes de entrar na sala de aula para debatê-lo. “Se na próxima semana vou começar a ensinar a colocação pronominal em próclise, eu sugiro vídeos para os alunos assistirem sobre o tema e fazerem um mapa mental (uma espécie de diagrama, uma representação visual de um tema), usando o próprio livro didático. Então, quando eles chegam em sala de aula, já têm um conhecimento prévio do assunto, o que tem ajudado muito, principalmente àqueles que não conseguem captar de forma rápida o conteúdo ensinado pelo professor. Eu percebo que os alunos conseguem entender melhor quando fazem o estudo antecipado em casa”, destacou.

AUTONOMIA

Os alunos do 1º ano, Arthur Sean e Rhayna Casado, precisaram soltar a criatividade para vencer um desafio das aulas desenvolvidas com as novas práticas pedagógicas. No projeto sobre geração de energia, que uniu conteúdos das disciplinas de física, química, robótica e matemática, suas equipes conseguiram criar uma bateria capaz de carregar um celular.

“Foi algo que ninguém tinha experimentado antes, então foi muito gratificante participar! Nós buscamos métodos diferentes dos que as outras equipes estavam planejando fazer para tentar inovar e nos diferenciar. Decidimos fazer o projeto usando energia eólica, mas encontrar materiais foi um problema. Usamos um motor de videocassete e uma hélice de impressora para fazer nosso projeto funcionar. Tentamos vários materiais antes disso, mas no final conseguimos criar nossa bateria”, comemorou a estudante.

Arthur também encontrou em objetos comuns os recursos que lhe permitiram criar. “Achei muito interessante poder aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas e também desenvolver a imaginação. Queríamos transformar energia mecânica em elétrica para construir o carregador e, para isso, utilizamos instrumentos, como molinete de pesca e motor de impressora”, explicou.

“Estudar totalmente sozinho pode gerar desconforto, dúvidas, insegurança. Mas os professores estavam sempre apoiando nesse processo. Geralmente, no laboratório, somos mais espectadores do que o professor está fazendo, apenas dando um auxílio. Dessa vez tivemos que correr atrás e a interação no grupo foi ótima, assim como o apoio do colégio, pois precisamos nos encontrar várias vezes no laboratório para fazer testes. Foi uma luta conjunta mesmo, não foi aquele trabalho que alguém fez e o restante só olhou. É bom saber que a gente tem essa capacidade de fazer algo que parecia muito fora da nossa realidade”, destacou Rhayna.

AULA HÍBRIDA

Nas turmas dos 8ºs anos, as professoras de ciências biológicas e língua portuguesa aproveitaram a abertura oferecida pelo colégio para propor uma aula que uniu conteúdos de ambas as disciplinas, utilizando duas metodologias ativas: a aula híbrida e a aula em circuito.

“Percebemos uma questão atual: muitas pessoas estavam acreditando em fake news sobre as vacinas e, por isso, estavam deixando de se vacinar e de vacinar os próprios filhos. Tinham medo de doenças que surgiriam por causa delas. A partir das aulas de ciências e do conteúdo do livro didático, a professora de biologia conversou comigo para abordarmos o tema de uma forma diferente”, contou Lílian.

Juntas, criaram uma aula dinâmica, na qual os alunos participaram ativamente. Nas aulas de português, foram abordadas as tipologias textuais, enquanto nas aulas de ciências trabalhava-se o tema “vacinas”. Os alunos foram levados para a biblioteca e separados em grupos e estações; cada uma tinha tipologias de textos diferentes, gráficos, narrativas, discussões, vídeos, textos jornalísticos. “Eles participaram das estações em rodízio, ora lendo textos em gráficos, ora outro tipo de texto em outra estação. Todos abordavam o tema das vacinas. Ao final de cada estação, eles tinham que preencher uma espécie de resumo, utilizando o método Cornell, no qual eles fazem um resumo do texto e comentam algumas questões que surgiram a partir da leitura. Depois, essas questões foram discutidas nas aulas de ciências”, explicou Lílian.

Nessa metodologia, alunos muito tímidos, que não conseguiam falar na sala de aula, desprenderam-se porque estavam em grupos menores de oito, seis alunos, todos companheiros de sala de aula. A abertura para se expor, se expressar e falar com o professor se torna mais fácil.

Em todas as turmas, essa foi a frase mais ouvida pelas professoras: “deveríamos fazer isso sempre!”. Segundo Carollinny Vilas Boas, professora de ciências, encontrar as atividades adequadas para cada turma é desafiante, mas é possível observar nitidamente que os alunos ficam mais seguros após a aula. “Percebemos que quando eles saem do tradicional, ficam mais interessados e empolgados, a aula rende e o assunto é passado de maneira lúdica”.

CAIXINHA CHEIA

Para Lílian, é fundamental que tenhamos a ideia de que o aluno não é uma caixinha vazia na qual o professor vai depositar todo o conteúdo. “Eles têm autonomia para encontrar esse conteúdo em vários lugares, então nós precisamos aproveitá-la para fazê-lo render melhor dentro de sala. Ele pode estudar com aulas no YouTube, com os livros e chegar à aula dominando bem o assunto”, pontuou.

A cada dia a educação vem se desprendendo das metodologias tradicionais, deixando que a tecnologia e a internet façam parte do processo de aprendizagem. É algo que já está acontecendo. Rhayna acrescenta: “as experiências são divertidas e aprendemos bastante. Além disso, nos ajudam a escolher nossa futura profissão. Nos projetos práticos podemos ter uma noção melhor do que gostamos de fazer”, concluiu.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

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Medicina por vocação

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By on abr 23, 2019 in Enem, Geral, Vestibular | 0 comments

Ex-aluno do Contato, o médico Igor Padilha atua em hospitais renomados do país

A voz calma e firme do médico Igor Gomes Padilha já indica um sintoma claro da sua condição: a maturidade. Com apenas 28 anos, o ex-aluno do Contato trilha uma jornada acadêmica e profissional de sucesso, atuando como neurorradiologista em alguns dos hospitais e laboratórios mais importantes do país, a exemplo do Hospital Samaritano e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo.

“Acredito que a determinação e a resiliência fazem parte do perfil de quem escolhe a medicina”, afirma Igor. Sua trajetória ratifica essa premissa, pois inclui passagens pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), na qual foi aprovado no concorrido curso de medicina, Universidade de Sorbonne, em Paris, na qual fez parte do internato, Santa Casa de São Paulo e Universidade de Montreal, no Canadá. Nestas duas últimas, fez a residência médica em radiologia e diagnóstico por imagem, sendo ainda fellow em um programa de subespecialização de neurorradiologia, no qual acompanhou de perto o trabalho de experientes profissionais.

A área é uma subespecialidade da radiologia médica, identifica e avalia anormalidades no sistema nervoso, cabeça e pescoço. “É um campo bem tecnológico e, por isso, chamou minha atenção desde o início da faculdade”, contou Igor, que atualmente é responsável pelo acompanhamento de pacientes com doenças neurológicas degenerativas e vasculares, incluindo AVCs e outras patologias cerebrais.

DECIDINDO A PROFISSÃO

A paixão pela tecnologia vem desde a época do colégio, quando ele participava das olimpíadas de matemática e física. “Eu gostava muito de exatas, então, num primeiro momento, pensei em fazer alguma engenharia. Porém, no último ano do Ensino Médio, conversei com meu irmão e outros colegas que faziam medicina e a área da saúde acabou parecendo mais interessante, pela diversidade de opções de especializações”, contou.

Igor explica que a possibilidade de trabalhar em uma área muito especializada e a troca com os pacientes também eram um grande estímulo. “Além disso, queria exercitar minha empatia e vi que a medicina era um campo oportuno. Acho que a primeira coisa que temos que fazer ao decidir a profissão é pensar no nosso sonho. Se o seu sonho é ajudar as pessoas, abdicar da sua vida em favor dos outros, continuar estudando, superando desafios, não se acomodar, pôr a vida do outro à frente da sua, a escolha pela medicina é clara. A profissão é isso: ter empatia, colocar-se no lugar do outro, pensar no paciente como se fosse um parente, lembrar que ele é amado na família, que tem uma presença marcante”.

Quando estava decidindo qual curso escolher, Igor costumava ler biografias de médicos e se inspirou na trajetória deles. “Temos que buscar inspiração nas pessoas boas que passam pela nossa vida. Eu guardo sempre a imagem de alguns professores que tinham traços muito positivos, traços que eu trouxe para a minha vida e profissão. Trago muito dos meus pais, que são exemplos para mim, meus irmãos, que são sempre um suporte. Meu irmão também é médico e me antevia coisas que podiam acontecer. Todas são formas de inspirar”, afirmou.

LONGE DO MAR

Natural de Maceió, Igor morava com os pais na capital e teve a primeira oportunidade de morar fora durante a faculdade. Antes disso, a dedicação aos estudos só permitia viagens pontuais. “O engraçado é que eu viajava por causa das olimpíadas de física e de biologia pelo Brasil, era muito legal para conhecer outras culturas e vivenciar as diferenças. Durante a faculdade, a gente também acaba viajando para congressos. Mas minha primeira vez morando fora aconteceu no internato em Paris. Foi excelente. Além de ser uma experiência rica em termos profissionais, pois trabalhei em centros de excelência, lá eu tinha um tratamento de igual para igual, recebia os mesmos desafios e metas que os franceses”, contou.

Há alguns anos morando em São Paulo, o médico passou a valorizar o que, no passado, não recebia tanta atenção. “É uma cidade onde o anonimato predomina, mas aos poucos você aproveita os benefícios dela. Sinto falta da família, do aconchego do lar, daquele suporte mais perto, mas agora sempre posso dar um pulinho de volta e as vindas acabam trazendo um frescor. Passei a valorizar as pequenas coisas. É saudável, gosto dessa oportunidade de viver longe”, disse.

CIENTISTA

A rotina intensa de trabalho em laboratórios e hospitais na capital paulista não tem sido um empecilho para deixar de pesquisar e produzir no meio acadêmico. Igor já ultrapassa cinquenta artigos científicos publicados em congressos regionais, nacionais e internacionais, alguns em revistas de relevante impacto científico. “O local de trabalho é um grande estímulo, pois meus colegas têm uma importante bagagem acadêmica. Eles são um incentivo para que eu continue investindo em conhecimento, me atualizando, publicando e buscando aperfeiçoamento contínuo na carreira”, destacou.

DICAS

Para os alunos que estão pensando em fazer medicina, Igor dá alguns conselhos. “Acho que a disciplina é o ponto fundamental. Não existe isso de que só gênios passam em cursos concorridos, na verdade essas são as exceções. O que, na verdade, ocorre é que as pessoas que conseguem chegar lá têm, de um lado, determinação, disciplina, resiliência e, do outro, um suporte emocional, aquelas companhias queridas que sempre estão incentivando, além de estar em uma escola que estimule intelectualmente, com professores motivados e atualizados, atentos às nuances e desenhos das provas, bem como às questões do vestibular. Valorize seu potencial e acredite em si. Essa é a maior chave para a conquista do que você deseja, seja qual for o curso”, conclui com o mesmo tom tranquilo e seguro.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

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Educando as emoções

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By on mar 20, 2019 in Geral, Projetos pedagógicos | 0 comments

Dinâmicas ensinam a desenvolver inteligência emocional

“Qualquer um pode ficar irritado. Mas irritar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa — não é fácil”. A constatação feita por Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco” ilustra bem um desafio de muitos jovens ao lidar com as emoções. Realmente não é nada fácil lidar com a raiva, o medo, a inveja, a culpa, a frustração, embora sejam sentimentos comuns a todos os seres humanos. Mas como lidar com tudo isso de uma forma inteligente?

Assim como a linguagem e a matemática, habilidades socioemocionais são fundamentais para se ter uma vida feliz, serena e harmônica em sociedade. O conceito que ensina essas competências se chama inteligência emocional e, no Colégio Contato Maceió, os alunos têm a oportunidade de aprender a como se tornar uma pessoa melhor por meio de diversos projetos.

Marcos nacionais e internacionais de educação e direitos humanos destacam que o direito à educação está atrelado não apenas ao acesso à escola, mas à formação em todas as dimensões do ser humano. Estimular e desenvolver habilidades socioemocionais não significa contradizer a importância dos conteúdos curriculares tradicionais, na realidade auxilia na própria aprendizagem do aluno. Tamanha é sua relevância que o tema está presente em seis das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular, documento que define conteúdos que os alunos têm o direito de aprender nas escolas.

Um dos projetos com esse intuito é o LIV – Laboratório Inteligência de Vida. Nele não existem tubos de ensaio, nem microscópios supermodernos. O que se faz nesse laboratório é experimentar sentimentos e relacionamentos por meio de várias dinâmicas lúdicas. São realizadas atividades coletivas que envolvem comunicação, colaboração e curiosidade. Professora de filosofia e responsável pela iniciativa no colégio, Célia Pereira completa: “No LIV nós desenvolvemos o senso crítico dos alunos, ensinando que não há sentimentos bons ou ruins, todos são permitidos e podemos lidar com eles da melhor maneira possível. Ensinamos que, com a ajuda dos outros, é possível ir mais longe e errar faz parte do processo”.

Alguns dos temas abordados são cidadania, ética, respeito, bullying, solidariedade, amizade, tolerância, meio ambiente, pluralidade cultural, deveres e direitos, saúde física e mental, entre outros. A programação envolve séries, jogos, círculo da confiança e diálogos. “Requer dedicação e paciência, pois trata do desenvolvimento de hábitos. O LIV nos ensina a educar as emoções por meio deles. É um trabalho de formiguinha e seus resultados serão mais perceptíveis em longo prazo, porém em dois anos já observamos mudanças positivas no colégio: comportamentos, afetividade e solidariedade, entre outras habilidades”, complementou Célia.

Os projetos voltados para a educação socioemocional permitem que o aluno crie uma base emocional para o convívio social: família, escola, amigos, redes sociais e em todo ambiente social no qual está inserido. Como o objetivo primordial é uma educação socioemocional, o aluno passa a compreender suas emoções e as das demais pessoas, aprendendo a gerenciar conflitos no enfrentamento das dificuldades. Dessa forma, tornase mais seguro de si, dono de suas opiniões, reconhecendo deveres e direitos.

“É uma tarefa que requer sensibilidade e tempo para que os frutos possam amadurecer. A formação intelectual e emocional do aluno acontece por meio de três esferas dinâmicas: entendimento, reflexão e ação”, pontuou Célia.

RELAÇÕES SIGNIFICATIVAS

O conceito de inteligência emocional se popularizou no mundo com o livro homônimo do psicólogo Daniel Goleman. O autor destaca pesquisas acadêmicas que comprovam o impacto dessa competência para a formação pessoal e intelectual de jovens e adultos. Ele salienta que o individualismo exacerbado e a competitividade trazem consigo isolamento e a deterioração das relações sociais. “A lenta desintegração da vida em comunidade e a necessidade de autoafirmação acontecem paradoxalmente num momento em que as pressões econômico-sociais exigem maior cooperação e envolvimento entre as pessoas”, afirma.

No contexto infantil, esse cenário traz um desconforto emocional num período crucial para a formação do adulto. “Um dos principais benefícios da adoção do trabalho direcionado ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais se manifesta numa convivência escolar harmônica e pacífica entre os jovens, que agrega e fortalece uma formação por meio dos valores morais, intelectuais e estéticos. São práticas educacionais que se expandem muito além dos conteúdos cobrados em exames das disciplinas básicas. Os alunos aprendem a solucionar problemas dentro e fora das provas. São questões propostas que estimulam a análise do filtro da consciência e o discernimento para fazer escolhas”, comenta João Tomaz, diretor pedagógico do Ensino Fundamental.

Em resumo, inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e avaliar as próprias emoções. Perceber os sentimentos dos outros e se capacitar para aprender a lidar com eles, além de usar essas informações para direcionar pensamentos e ações.

ENTRE NÓS

Outro projeto relacionado ao desenvolvimento socioemocional é o Entre Nós. Esta iniciativa acontece pelo menos uma vez por bimestre e proporciona momentos de conversa com os alunos sobre assuntos pelos quais eles se interessam. A vivência da adolescência é acompanhada pelos profissionais de psicologia, aumentando o vínculo dos alunos com a escola e criando oportunidades para que eles se expressem e façam reflexões.

“Inicialmente a demanda veio da escola para que nós trabalhássemos alguns temas mais inquietantes para os alunos, como mudanças no corpo, puberdade. Atualmente, a demanda parte dos próprios estudantes. No início do ano eu vou às salas e pergunto: sobre o que vocês querem conversar? O Entre nós é um momento realmente seguro, tudo o que os alunos falam fica entre nós, somente entre aqueles que estão presentes na sala”, explica Layla Borges, psicóloga do Ensino Fundamental.

Segundo o aluno Matheus Kalleb, do 7° ano, inicialmente havia certo desconforto durante as conversas, porém tudo passou a fluir. “Não gostava muito, mas com o tempo fui me acostumando e me soltando, passei a revelar meus sentimentos para outras pessoas. Acho os temas abordados muito interessantes para nossa evolução. O assunto que eu mais gostei foi o bullying. Para mim, deve ser bastante abordado, principalmente em colégios como o nosso, com tanta diversidade”, salientou.

ADOLESCER

Já no projeto Adolescer são desenvolvidas atividades pertinentes à adolescência, com dinâmicas para trabalhar habilidades socioemocionais. Nos encontros mensais, discutem-se temáticas sugeridas pelos alunos. Neste ano, foram abordados temas como ansiedade, depressão, sexualidade, violência, diversidade de identidade e demais conflitos que permeiam essas questões.

A repercussão tem sido bastante positiva. “Fizemos um levantamento no meio do ano para avaliar a iniciativa. Os alunos relataram que gostam bastante porque é um momento no qual eles podem expor opiniões, discutir e trabalhar entre eles percepções e preconceitos, além do respeito dentro das relações”, contou a psicóloga Samyra Rebêlo, responsável pelo projeto com alunos do Ensino Médio.

Mahitê Lopes, aluna do 1º ano, confirma a aceitação. “Sou um pouco tímida e não gosto muito de confrontos, por isso não me sinto confortável em discutir minhas opiniões e sentimentos com pessoas que não são tão próximas. O projeto proporciona momentos incríveis, acho sensacional. Até o momento o tema que eu mais gostei foi a depressão, para mim foi uma palestra muito boa e interativa, esclareceu todas as minhas dúvidas”, revelou.

De acordo com João Tomaz, o adolescente tem muita energia e precisa dedicar tempo para a construção do seu espaço, autonomia e identidade. “Leva tempo para achar seu lugar no mundo, nunca é fácil”. Citando o livro As Paixões da Alma, um tratado elaborado por René Descartes, conclui: “todas as nossas ações precedem pensamento e sentimento, por isso educar as emoções nos torna pessoas melhores, apaziguadas consigo mesmas e com os outros”. O impacto é significativo, não apenas para um crescimento equilibrado, mas, consequentemente, para o desempenho escolar.

Texto da equipe Em Contexto Comunicação publicado na Revista Contato! Edição 2019.

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